22 de fev de 2010

O SONHO DE UM REI


Autor: José Amauri Clemente
2010
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Em um reino distante, existia um rei muito poderoso. Apesar de tanto poder, ele
sofria de uma doença muito séria: Nunca havia sorrido pra ninguém, de ninguém ou de
algo. Cansado de ver tantas pessoas rindo ao seu redor por motivos “tão tolos”, o rei
resolveu dar um premio para quem o fizesse rir. Chamou o escriba e pediu que
escrevesse o decreto:
- Faço saber a todos os cidadãos do meu reino: Qualquer pessoa, homem ou
mulher, criança ou adulto, feio ou bonito, pobre ou rico que me fizer rir, darei minha
única filha em casamento, a cidade que escolher, dela será governante, e para toda sua
vida seus familiares serão protegidos e comerão sempre à presença do rei.
Faço saber ainda que se for do sexo feminino, receberá como esposo o meu único
filho, herdeiro do meu trono, e para sempre seus descendentes serão sucessores do meu
reino.
Não precisa nem dizer que de todos os reinos e botecos vieram pessoas para se
inscreverem no concurso do rei.
Marcado grande dia, toda a imprensa da época estava presente, tinha bobo da
corte e tudo!, rainha de calção e camisola, príncipe de saia e sandálias havaianas (nessa
estória sim, as havaianas já existiam), escravos com roupas de rei, maridos sinceros as
esposas, homens que diziam que o sexo não faz falta no casamento, mulheres que
diziam amar as cólicas, políticos que nunca mentiram, e por incrível que pareça até
provas concretas e reconhecida pela SBB de que nunca houve corrupção no Brasil;
torcedores do flamengo gritavam gooooooollllllllll quando eram goleados pelo Vasco,
artistas dramatizavam à chegada do homem à lua, com animação 3d e tudo! Isso só pra
ver se arrancava uma risadinha do rei, (e ganhar o premio claro) nadica de nada! O rei
nem se quer movia os lábios.
Foi então que um dos escribas cochichou algo no ouvido do rei, apontando para
um personagem de roupas estranhas que estava a uns cinco ou seis metros do rei e
apenas o encarava.
- Homem ou mulher? – Perguntou o rei com cara de zangado.
- O senhor é o rei, deve definir – respondeu o escriba (Se bem que a definição
seria difícil, mas, os reis são quase deuses).
- Homem ou mulher? – Pergunta o rei pela segunda vez.
- Senhor é....
- Eu sei que sou o rei e que sou eu quem decide se é homem ou mulher, mas eu
não estou conseguindo decifrar. - Faz sinal com a mão e todas as palhaçadas cessam.
O rei aponta para a “o personagem indefinido” e faz gestos com a cabeça afim de
que alguém lhe der a resposta definitiva. Ninguém sabe nada!
Os sátrapas e sábios são chamados, nenhum deles sabe dar uma resposta concreta.
Parece homem, mas é igual à mulher!
Mais irritado ainda o rei chama o escriba e....
- Faço saber a todos os cidadãos do meu reino: Qualquer pessoa, homem ou
mulher, criança ou adulto, feio ou bonito, pobre ou rico que me fizer saber o sexo do
meu genro, ou nora, darei minha única filha em casamento, a cidade que escolher, dela
será governante, ou governanta, e para toda sua vida seus familiares serão protegidos e
comerão sempre na presença do rei.
Faço saber ainda que se for do sexo feminino, receberá como esposo o meu único
filho, herdeiro do meu trono e para sempre seus descendentes serão sucessores do meu
reino.
Mal o rei acaba de selar o decreto com seu anel, “o personagem indefinido”
aproxima-se do rei e...
- Vossa Majestade, aceito todos os seus presentes, mas seria possível alterar seu
decreto e trocar parte do premio se eu não fosse nenhum dos dois?
- O rei cai em gargalhada, foi aí que o personagem tornou-se “definido”.

Um comentário:

  1. adriano, salvador bahia
    não entedi foi nada
    que hostoria mais maluca
    esse autor é doido ou sabe demais

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